Calculadora de Utilidade Esperada

A Calculadora de Utilidade Esperada determina o valor esperado de diferentes cenários considerando probabilidades e valores monetários associados. Utiliza teoria da utilidade esperada para análise de risco e tomada de decisão sob incerteza. Ferramenta essencial para investidores, gestores de risco e profissionais financeiros que buscam avaliar opções de investimento, projetos empresariais e decisões estratégicas baseadas em análise quantitativa de probabilidades e retornos.

Atualizado em: 26/08/2025

Probabilidade de ocorrência do primeiro evento em porcentagem

Probabilidade de ocorrência do segundo evento em porcentagem

Valor monetário associado ao primeiro evento

Valor monetário associado ao segundo evento

Como funciona a calculadora e sua utilidade

A Calculadora de Utilidade Esperada determina o valor esperado de diferentes cenários considerando probabilidades e valores monetários associados. Com base na teoria da utilidade esperada, a ferramenta calcula uma média ponderada dos resultados possíveis, onde cada resultado é multiplicado pela probabilidade de ocorrer. Esta abordagem é útil para comparar alternativas sob incerteza e apoiar decisões racionais em investimentos, gestão de risco e escolhas estratégicas.

Fórmula utilizada

Utilidade Esperada (EU) = p1 * v1 + p2 * v2

  • Probabilidade do Evento 1 (decimal): converter Probabilidade do Evento 1 (%) para formato decimal (por exemplo, 25% = 0.25)
  • Valor Monetário do Evento 1: valor associado ao primeiro evento
  • Probabilidade do Evento 2 (decimal): converter Probabilidade do Evento 2 (%) para formato decimal
  • Valor Monetário do Evento 2: valor associado ao segundo evento

A calculadora assume eventos mutuamente exclusivos e probabilidades independentes. Se houver mais de dois eventos, ou correlações entre eventos, ajuste o modelo ou utilize uma versão estendida.

Como usar a calculadora (passo a passo)

  1. Preencha Probabilidade do Evento 1 (%) no campo indicado. Exemplo de placeholder: Ex: 1.
  2. Preencha Probabilidade do Evento 2 (%) no campo indicado. Exemplo de placeholder: Ex: 3.
  3. Informe o Valor Monetário do Evento 1 no campo correspondente. Exemplo de placeholder: Ex: 7.
  4. Informe o Valor Monetário do Evento 2 no campo correspondente. Exemplo de placeholder: Ex: 2.
  5. Clique em Calcular para obter os resultados. A calculadora converterá automaticamente as probabilidades em decimais, calculará os valores ponderados e somará para apresentar a Utilidade Esperada.
  6. Use o botão Limpar para zerar os campos e inserir novos valores.

Ao calcular, a ferramenta exibe:

  • Resultado: Utilidade Esperada
  • Probabilidade Total: soma das probabilidades informadas (verifique se está próxima de 100%, quando aplicável)
  • Valor Ponderado Evento 1 e Valor Ponderado Evento 2: contribuição de cada evento para a utilidade esperada

Nota Importante: Esta calculadora assume eventos mutuamente exclusivos e probabilidades independentes. Na prática, considere correlações entre eventos e ajuste as probabilidades conforme necessário para seu cenário específico.

Exemplos práticos de uso

Exemplo 1: Decisão simples de investimento

Um investidor avalia duas possibilidades vinculadas a um projeto. Evento 1: retorno de R$ 10.000 com probabilidade de 40%. Evento 2: retorno de R$ 2.000 com probabilidade de 60%.

  • Probabilidade do Evento 1 (%) = 40 → p1 = 0.40
  • Valor Monetário do Evento 1 = 10000
  • Probabilidade do Evento 2 (%) = 60 → p2 = 0.60
  • Valor Monetário do Evento 2 = 2000

Cálculo:

  • Valor Ponderado Evento 1 = 0.40 * 10000 = 4000
  • Valor Ponderado Evento 2 = 0.60 * 2000 = 1200
  • Utilidade Esperada = 4000 + 1200 = 5200

Interpretação: o retorno médio esperado do projeto é R$ 5.200. Esse número ajuda a comparar com alternativas ou com o custo de oportunidade.

Exemplo 2: Avaliação de um projeto com risco de perda

Considere um cenário em que existe risco de perda. Evento 1: ganho de R$ 8.000 com probabilidade de 30%. Evento 2: perda de R$ 3.000 com probabilidade de 70%.

  • Probabilidade do Evento 1 (%) = 30 → p1 = 0.30
  • Valor Monetário do Evento 1 = 8000
  • Probabilidade do Evento 2 (%) = 70 → p2 = 0.70
  • Valor Monetário do Evento 2 = -3000

Cálculo:

  • Valor Ponderado Evento 1 = 0.30 * 8000 = 2400
  • Valor Ponderado Evento 2 = 0.70 * -3000 = -2100
  • Utilidade Esperada = 2400 + (-2100) = 300

Interpretação: a utilidade esperada é R$ 300, ou seja, o projeto tem expectativa positiva, porém baixa. Esse resultado pode não ser atrativo para investidores avessos ao risco.

Exemplo 3: Comparando alternativas

Use a calculadora para comparar dois projetos diferentes, calculando a utilidade esperada de cada um e escolhendo o que apresentar maior valor esperado ajustado às preferências de risco. Lembre-se de que valores monetários diretos assumem utilidade linear; se preferir considerar aversão ao risco, converta valores monetários em utilidades subjetivas antes de usar a calculadora.

Aplicações práticas

  • Análise de Investimentos: avaliar diferentes opções de investimento considerando retornos esperados e riscos associados.
  • Gestão de Risco: quantificar riscos em projetos empresariais e decisões estratégicas.
  • Tomada de Decisão: comparar alternativas com diferentes probabilidades de sucesso e valores associados.

Conclusão com benefícios

A Calculadora de Utilidade Esperada é uma ferramenta simples e poderosa para transformar incerteza em informação quantitativa. Entre os principais benefícios estão:

  • Velocidade na avaliação de cenários: permite obter rapidamente o valor esperado de decisões com base em probabilidades e resultados monetários.
  • Melhor comparação entre alternativas: facilita a comparação direta entre projetos ou investimentos distintos.
  • Suporte à gestão de risco: ajuda a identificar cenários com retorno esperado negativo ou com pouca margem frente aos riscos.
  • Flexibilidade: aplicável em finanças, planejamento estratégico, avaliação de projetos e decisões operacionais.

Para resultados mais precisos em cenários complexos, considere expandir o número de eventos, modelar correlações e, quando necessário, transformar valores monetários em funções de utilidade que reflitam aversão ou propensão ao risco.